Biometria facial: liveness deve ser obrigatório?
O que é liveness e por que importa
Liveness, ou detecção de vivacidade, é uma tecnologia que permite que um sistema de reconhecimento facial verifique se a imagem apresentada é de um rosto humano real, em vez de uma foto, vídeo ou máscara. Essa funcionalidade é crucial, pois sem ela, a segurança proporcionada pelo reconhecimento facial se torna ilusória. Um indivíduo mal-intencionado poderia facilmente enganar o sistema simplesmente apontando uma câmera para uma imagem de outra pessoa.
Portanto, a implementação do liveness é essencial para garantir a integridade dos registros de ponto, uma vez que um sistema sem essa proteção pode ser suscetível a fraudes. Com a detecção de vivacidade, o registro de presença se transforma em uma prova confiável, que pode ser utilizada em auditorias e em processos trabalhistas.
Obrigatório? O que a lei diz e não diz
A legislação brasileira, em especial a Portaria MTE 671/2021, estabelece diretrizes para o controle de ponto e exige a integridade e autoria dos registros. No entanto, a portaria não menciona explicitamente a necessidade de liveness. Por outro lado, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) classifica os dados biométricos como dados sensíveis, conforme o artigo 11, o que implica na necessidade de uma segurança robusta para o tratamento desses dados.
Embora a legislação não especifique a tecnologia de liveness, ela demanda resultados que a detecção de vivacidade proporciona — ou seja, registros confiáveis e proteção adequada dos dados pessoais. Isso implica que, mesmo na ausência de uma exigência legal explícita, a adoção de liveness pode ser vista como uma prática recomendada para assegurar a conformidade com a LGPD.
O custo de não ter
A ausência de liveness em um sistema de reconhecimento facial pode acarretar sérios riscos para as empresas. Entre os principais problemas estão:
- Fraude de presença: Sem a detecção de vivacidade, um funcionário pode registrar sua presença utilizando uma foto de um colega, o que compromete a integridade do sistema de controle de ponto.
- Fragilidade probatória: Em caso de disputas trabalhistas, um registro que pode ser contestado por falta de segurança pode resultar em prejuízos financeiros e legais para a empresa.
Portanto, não investir em liveness pode ser uma economia ilusória, pois os custos associados a fraudes e litígios podem superar amplamente os investimentos em tecnologia de segurança adequada.
Nossa posição
Considerando os riscos associados à ausência de liveness, é fundamental tratar essa tecnologia como um requisito essencial, e não como um diferencial opcional. Ao avaliar fornecedores de sistemas de reconhecimento facial, é crucial questionar como a detecção de vivacidade é realizada e se o processamento é realizado localmente (on-device), o que pode aumentar a segurança dos dados.
No mercado brasileiro, a TiqueTaque oferece soluções de registro facial e é um sistema homologado como REP-P (Registro Eletrônico de Ponto). Ao considerar a implementação de um sistema de controle de ponto, verifique os detalhes técnicos relacionados à detecção de vivacidade e como isso se alinha às exigências legais e às melhores práticas de segurança.
Perguntas frequentes
O que acontece se uma empresa não implementar liveness em seu sistema de reconhecimento facial?
Como a LGPD influencia a implementação de tecnologias de reconhecimento facial?
Quais são os principais benefícios de usar liveness em sistemas de controle de ponto?
A detecção de vivacidade é uma tecnologia cara de implementar?
Quais são as melhores práticas para escolher um fornecedor de sistemas de reconhecimento facial?
Como a TiqueTaque garante a segurança dos dados biométricos?
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